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Votação na ANP é o caminho para avanço do mercado do gás natural (parte II)

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A formação dessa maioria é considerada um marco para a abertura do mercado brasileiro de gás natural. A medida busca garantir que empresas interessadas tenham acesso, em condições isonômicas, às estruturas de escoamento e às Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs), ativos construídos majoritariamente pela Petrobras e por empresas parceiras, como a Shell.

O compartilhamento dessas infraestruturas está previsto na Lei do Gás e é apontado por especialistas e pelo governo federal como fundamental para aumentar a oferta do energético, estimular a concorrência e reduzir custos para a indústria e para os consumidores.

A consolidação da maioria na ANP foi comemorada por lideranças que vêm defendendo a utilização do gás natural como importante e essencial instrumento de reindustrialização do país. Entre elas está o ex-ministro Anderson Adauto, um dos principais articuladores da agenda voltada à ampliação da oferta de gás competitivo para o setor produtivo.

Para Adauto, o resultado representa uma vitória histórica após anos de mobilização em favor da abertura do mercado. “Essa maioria formada na ANP é uma vitória maiúscula para o Brasil e o coroamento de mais de três anos de uma luta diária, árdua e, muitas vezes, silenciosa contra o monopólio que sufoca a nossa indústria”, afirmou o ex-ministro.

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