São fortes as apostas de que a privatização da COPASA vai fazer água e que nada sairá nesse ano. E aí, tudo voltará ao ponto zero.
Essa entrega da estatal mineira a investidores paulistas interessava muito para atender à teimosia sustentada pelo ex-governador Romeu Zema, que não tinha, além do desprezo sempre manifestado pelas estatais mineiras, interesse em trabalhar para que Minas Gerais recebesse novos ativos a serem incorporados ao patrimônio público do Estado; o negócio de Zema é fazer dívidas e vender.
Mateus Simões, que usa seu tempo quase em 100% para fazer campanha pela reeleição, já viu que prosseguir nessa ideia não vai lhe render votos nem recursos importantes para serem investidos em qualquer ação que atraia melhor avaliação de seu governo errante. Então, vai deixar como está. É o que pode estar pensando.
É dessa combinação de nada, mas com os acréscimos de alguns outros problemas que os governos Zema/Mateus agregaram, que podemos ter otimistas, fazendo com que ela permaneça mineira. Uma ajudinha temos que reconhecer: em virtude das eleições, a estatal foi um pouco desocupada dos sanguessugas enfiados na sua folha de pagamentos, todos com generosos salários, alguns vindos do Partido Novo. Uma vergonha.