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Bomba, bomba! Decisão de Betim pode frustrar privatização da COPASA (parte III)

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Um dos elementos entre os que passaram a ganhar relevância nessa discussão é justamente o fato de que Betim já possui uma carteira estruturada de investimentos próprios para o setor.

O município prevê a aplicação de R$ 360 milhões provenientes dos acordos de reparação da Vale, recurso que deverá acelerar a expansão da infraestrutura independentemente do operador responsável pelos serviços. Desse montante, 75% serão destinados exclusivamente para projetos de água e esgoto, enquanto os 25% restantes serão direcionados para drenagem urbana, área na qual o município também afirma possuir planejamento e projetos estruturados já elaborados.

Na prática, o argumento que começa a ser construído internamente é que, com parte relevante da infraestrutura já financiada por recursos extraordinários, o volume de investimento necessário por parte de uma eventual futura concessionária seria reduzido, permitindo que o foco do operador esteja mais concentrado em eficiência operacional, ampliação de cobertura, manutenção e melhoria dos indicadores.

Dentro desse pacote de investimentos já previstos pelo município estão incluídos 21 projetos de água e esgoto, a implantação de três novas estações de tratamento de esgoto, a construção de quatro bacias de detenção para contenção de cheias e um amplo programa de desassoreamento de cursos d’água.

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