Recentemente investido no cargo de governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJRJ, determinou que se procedesse, com a maior urgência, a exoneração de 153 funcionários fantasmas, dependurados na Secretaria de Estado do Governo daquele Estado, e que há anos oneram o orçamento público estadual.
Estima-se uma economia imediata de mais de R$ 13 milhões por ano, somente com tal operação. Ao final da tarde dessa quinta, 16, chegou a notícia de que o citado governador Ricardo Couto passou seu pente-fino, extinguindo três subsecretarias da Casa Civil, com todos os seus cabides, exonerando mais 383 servidores lá dependurados, que haviam sido admitidos como um ‘reforço’ ao período eleitoral, para melhorar a relação com deputados apoiadores da base de Cláudio Castro, ainda solto.
Em Minas, em secretarias e órgãos estaduais, como em empresas estatais, uma operação desse tipo poderia devolver aos cofres do Estado centenas de milhões de reais, por ano. Lá na COPASA, por exemplo, o que se ouve todos os dias é que há considerável número de empregados fantasma, parentes e amigos de deputados estaduais da base do governo. Se fossem exonerados, o lucro da estatal subiria enormemente e a conta d’água baixaria, também significativamente.