Mais uma vez, o desembargador Magid Nauef Lauar é lembrado. Depois do seu voto, que resultou na absolvição de um traficante que vivia com uma menina de 12 anos, que a esmagadora maioria da sociedade brasileira avaliou como absurda agressão aos valores morais que tanto se luta para construir e preservar, o desembargador foi lembrado pelas suas posições, já divulgadas, que conceituam como “advogados fracassados” os magistrados que, destacados no exercício da advocacia ou como membros no Ministério Público, são levados para ocuparem parte das vagas em tribunais superiores do país.
O desembargador Magid nunca economizou palavras para assim desqualificar seus pares, ocupantes de vagas preenchidas pelo quinto constitucional, sobretudo quando presidente da Anamages.
Um desembargador, manifestando-se à coluna, afirmou que tanto a advocacia como o Ministério Público já tiveram inúmeras oportunidades de contribuir para a construção do respeito da sociedade aos tribunais e de seus magistrados.
E o contrário também já ocorreu, com magistrados cuja atitude dentro dos tribunais e na sua vida pessoal, deslustraram a imagem de um poder que não permite deslizes morais de seus integrantes. “Lamentavelmente, isso pode acontecer”, finalizou.