O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), protagonizaram nesta quinta-feira (28/8) mais uma rodada de críticas mútuas, em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026. As declarações ocorreram dias após Zema anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República e pouco antes da visita de Lula à cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Em entrevista à TV Record, o presidente qualificou Zema como “falso humilde” e questionou o comportamento do governador em relação à gestão do estado. Lula mencionou um vídeo publicado pelo mineiro em fevereiro, no qual Zema come uma banana com casca para criticar o aumento dos preços dos alimentos, e sugeriu que a atitude seria uma encenação de humildade que não condiz com a realidade da administração. O chefe do Executivo também criticou a falta de pagamento da dívida de Minas com a União, comparando a gestão atual à do antecessor Fernando Pimentel, do PT, que, segundo Lula, quitou os compromissos federais.
“Quando Zema aparece nas redes dele comendo uma banana com casca, ele poderia ter sido mais radical, comer um abacaxi com casca. Ele tenta vender uma humildade que ele não tem”, afirmou Lula. O presidente ainda mencionou que sondou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para disputar o governo de Minas em 2026, indicando atenção à sucessão estadual.
Em resposta, Zema usou suas redes sociais para rebater as críticas, destacando a herança deixada pelo PT no estado. O governador afirmou que, ao assumir Minas, encontrou dívidas, servidores sem pagamento, bancos no vermelho, prefeituras em dificuldades, falta de remédios e merenda escolar estragada. Segundo ele, sua gestão conseguiu reorganizar a situação e honrar compromissos financeiros.
“Lula fala em humildade, mas humildade de verdade é honrar compromisso, pagar o que deve e respeitar o povo. Enquanto o PT destrói, eu tô aqui reconstruindo. Essa é a diferença. E se deu certo em Minas, vai dar certo no Brasil”, escreveu o governador.
Com a pré-candidatura presidencial lançada pelo Novo, Zema se une a outros governadores de direita — como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União) — que buscam ocupar o espaço político de Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível. A troca de declarações evidencia o clima de polarização que marca o cenário político nacional e a disputa pelo protagonismo entre os nomes da direita brasileira.