Quando Minas Gerais enfrenta dívida de R$ 165 bilhões com a União, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta sexta-feira (22), no Rio de Janeiro, que a privatização da Cemig e da Copasa é uma alternativa caso a União não opte pela federalização das empresas.
Com valor de mercado estimado em R$ 35 bilhões, a Cemig tem 51% do capital social pertencente ao estado, e o BNDES será responsável pela avaliação e precificação dos ativos. A revogação de lei estadual que impede a venda das ações é condição para o leilão. Zema ainda alertou que a federalização poderia gerar custos extras ao governo federal devido ao mecanismo de tag along, que exige oferta de 80% do valor pago aos acionistas minoritários.
O governador destacou que, caso a União não demonstre interesse em assumir o controle das estatais, os recursos obtidos com os leilões seriam integralmente destinados ao pagamento da dívida estadual. A inclusão da Copasa no processo reforça a estratégia de Minas Gerais de buscar alternativas para equilibrar as contas públicas, diante da ausência de movimentos federais em relação às duas companhias.