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Confira quem são os outros 7 réus que a PGR pediu a condenação junto com Bolsonaro na trama golpista

Os crimes imputados aos acusados incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão

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Gustavo Moreno/STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro durante o interrogatório dos réus

O ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido por suas ações controversas, está prestes a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro deste ano. O pedido de condenação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não atinge apenas o ex-presidente, mas também sete outros envolvidos, cujas ações estão no cerne da tentativa de golpe de Estado que ocorreu após as eleições de 2022. A manifestação da PGR, com 517 páginas, foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes e pede a condenação de Bolsonaro e de outros réus do chamado “núcleo 1” da trama golpista.

Os crimes imputados aos acusados incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, os outros sete réus são:

  • Walter Braga Netto – Ex-ministro e vice-presidente de Bolsonaro na chapa de 2022, general do Exército.
  • General Augusto Heleno – Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
  • Alexandre Ramagem – Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
  • Anderson Torres – Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal.
  • Almir Garnier – Ex-comandante da Marinha.
  • Paulo Sérgio Nogueira – General do Exército e ex-ministro da Defesa.
  • Mauro Cid – Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator.

Mauro Cid, que colaborou com a Polícia Federal, terá sua pena suspensa caso seja condenado, devido ao acordo de delação premiada.

No pedido da PGR, Bolsonaro é descrito como o principal articulador e maior beneficiário das ações que visavam implantar um golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de usar o aparato estatal para atacar as instituições públicas e desacreditar o processo sucessório após as eleições presidenciais. Com o apoio de altos membros do governo e setores das Forças Armadas, ele teria mobilizado recursos e agentes estatais para criar instabilidade social e defender medidas autoritárias.

Agora, com a manifestação da PGR, o prazo de 15 dias começa para que a defesa de Mauro Cid apresente suas alegações finais. Em seguida, será a vez das defesas dos outros réus. A expectativa é de que o julgamento aconteça em setembro, definindo o futuro desses envolvidos em uma das maiores tentativas de ataque à democracia no Brasil.

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Coluna Luiz Tito
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