Infelizmente, e essa cena vem se tornando comum nas cidades grandes, daí precisarmos combatê-la.
Transcreveremos abaixo o relato feito pela senhora Juliana Duarte, chefe do restaurante Cozinha Santo Antônio, em Belo Horizonte, que foi vítima da truculência, da estupidez, da falta de educação e caráter de um professor universitário, Pedro Benedito Casagrande, que tem, no mínimo, a responsabilidade, pela sua atividade profissional, de ser exemplo de decência, de educação, de cortezia, como convém a todo cidadão e muito mais ainda a quem se diz um educador.
Leiam o relato da ofendida:
“Ontem, eu e a Raquel estávamos indo com o Pedro para o restaurante, e como é comum por aqui, tinha um carro parado na faixa de pedestres, impedindo o acesso à rampa de cadeirantes.
Fui até o bar em frente e identifiquei o proprietário do carro. Pedi que ele retirasse o carro para eu passar com meu marido cadeirante.
No caminho, depois de perder tanto tempo, com tanto desconforto, eu lhe perguntei:
- Você não tem vergonha de causar tanto incômodo a uma pessoa com essas limitações, um cadeirante?
Ele:
- Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro.
Retirou o veículo e ao sair do carro, veio em nossa direção e disse:
- Tchau cadeirante! Espero que você ande muito por aí.
As pessoas no bar e nós não acreditamos no que escutamos, mas não falamos nada, apenas seguimos o nosso caminho.
Não satisfeito, às 22:26 este professor da Faculdade de Engenharia da UFMG, cheio de títulos, consultor de projetos internacionais no mundo, consultor do Governo de Minas, membro do Instituto de Geociências da Austrália, prestador de serviços para todas as mineradoras que atuam em Minas, invadiu meu restaurante para mais uma vez me ofender e ofender ao meu marido.
Entrou altivo e com um sorriso no rosto, achei que iria pedir desculpa, mas ele se aproximou bem perto de mim e disse:
- E aí ele voltou a andar?
Virou as costas e foi embora. Eu e as meninas que trabalham comigo fomos atrás dele xingando, pena que eu só tinha uma empada na mão, foi o que eu consegui jogar na nuca dele.
Fui à delegacia especializada e fiz um BO, tenho as imagens e testemunhas”.