Mateus Simões, em oportunidades em que tem se manifestado publicamente, tem trazido à lembrança dos mais velhos, um episódio histórico, da lavra do ex-presidente Jânio Quadros, na sua campanha para a Presidência da República.
Contam que em certo momento da campanha, com as dificuldades naturais da época, especialmente de locomoção, o grande formulador da campanha, o mineiro José Aparecido de Oliveira, alertou Jânio para uma preocupação, naquele momento: “Jânio, precisamos acelerar a campanha; o general Lott está andando todo país e nós estamos muito atrasados”. Jânio, com seu ar professoral, pacientemente respondeu: “Aparecido, meu querido: aonde nós não pudermos ir, o marechal vai por nós”.
Diante de episódios como o acontecido em Ouro Preto, os assessores da campanha de Mateus Simões talvez passem a aconselhá-lo a aparecer menos, publicamente. E em aparecendo, que fale menos. E se falar, que o faça de forma mais educada e menos autoritária, próprio de quem sabe ouvir. Este formato pode ajudar ao seu projeto eleitoral, que de concreto tem muito pouco para apresentar e convencer, até o momento.