Graves irregularidades constatadas no orçamento do Estado, na tentativa do governo Zema de implantar em Minas Gerais escolas cívico-militares, através de denúncia formulada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira e acatada pelo Tribunal de Contas do Estado, através de decisão monocrática do conselheiro Adonias Monteiro, resultaram na suspensão do programa, cujos custos são visivelmente superiores ao que hoje significam o custeio do ensino através dos programas convencionais, que utilizam professores civis.
A decisão é considerada uma vitória pelo professorado, que passaria a obedecer a uma formatação que em nada melhoraria o que atualmente já é feito nas escolas.
Nos argumentos da parlamentar, faltam recursos para que as escolas tenham condições melhores de realização de seus programas de ensino.
Impossível, como ocorre em grande parte das escolas de Minas Gerais, que o ensino tenha a qualidade que deveria ter para melhor qualificação dos alunos, especialmente nos primeiros anos da escola fundamental.
O governo tem que se atentar para a realidade, pagar melhor os professores, os servidores de apoio nas escolas e não ficar fazendo promessas que nada resultarão.