A arma da reciprocidade, óbvio, tem grande importância nesse momento, mas não se pode perder de vista como se compõe o grupo de produtores de cada item do agro, que na sua maioria representa um conjunto de pequenos e médios produtores.
O governo está estudando formas de aliviar os reflexos mais imediatos do corte do ciclo de importação de seus produtos pelos americanos, mas será um alívio; créditos abertos excepcionalmente pelo BNDES terão que ser pagos, algum dia.
Inegável que a reciprocidade é um ato altivo e soberano, de quem não se amolda à ameaça imperialista; importante, contudo, que se tenha senso nessa reação, sem perder de vista que se o único caminho for perderem todos, sentiremos mais os reflexos dessa perda.
Enquanto tudo está no plano das ameaças, esse é um bom momento para o lobby, para as construções diplomáticas, para atrairmos para o nosso lado os americanos que serão prejudicados pela loucura de Trump.
Tudo vale nesse momento, e a prioridade é não desmoronar a indústria e o agronegócio.
Menos bravatas, menos arrogância.
O momento é de sermos lógicos e diplomatas.
Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. A não ser para a pobre e indefesa galinha.