Quando o vice Mateus Simões assim prometeu, o governador Zema, coincidentemente, estava fora do país, no dia dessa entrevista.
O que ocorreu?
Mandaram uma ordem para que o assunto fosse tirado da mesa. Mateus depois justificou, quando novamente questionado, que no momento daquela sua fala ele estava ocupando o governo do Estado…
Então, pelo que se vê, trata-se de uma decisão de caráter pessoal e não de Estado, a observância da transparência como princípio inarredável de gestão pública.
Mateus quer, mas Zema, não.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Então, fica a pergunta: diante desses dois exemplos, para que temos Assembleia Legislativa?
Para o que servem nossos deputados?
Foram eleitos para oferecerem suas cabeças ao cabresto do governador?
Seus eleitores queriam isso?
Este é um cenário muito pobre.
Por isso a sociedade tem que se posicionar, todos os dias, contra parlamentares que se prestam a esse papel e, também, contra as famigeradas emendas parlamentares, porque é através delas que os governos dominam deputados, e aviltam o Legislativo como um Poder.