Anda bem, ao que parece, o processo de privatização da COPASA. Há muitos assessores e conselheiros dentro da empresa, alguns procedentes do Rio de Janeiro e de São Paulo, empreendendo como uma missão esse árduo trabalho de entrega da empresa aos banqueiros candidatos a levarem pra casa esse negocão que é o saneamento em Minas, visto na região da Faria Lima como a compensação de que se necessita para aplacar eventuais perdas que especuladores viveram nos últimos dias, nesse mercado tão conturbado.
Mas, por enquanto, aquela rápida saída de Hamilton Amadeo da Presidência do Conselho de Administração da estatal segue debaixo dos panos, sem qualquer explicação das razões que inspiraram o governo Zema a trazer para a empresa um reconhecido especialista no pagamento de propinas, em outras empresas de saneamento por onde passou e logrou a privatização das mesmas.
Explique isso, Zema, antes do dia 22. Diga onde você conheceu o rapaz ou quem lhe apresentou a peça? A Assembleia Legislativa de MG abdicou-se de sua tarefa de fiscalizar os atos do Executivo? Esperemos pela vigilância do TCE-MG. Em casos assim, em outros espaços, a Polícia Federal sempre foi muito eficiente.