A imagem institucional do Supremo Tribunal Federal nunca esteve tão afetada e mal exposta quando nos últimos meses, em razão, primeiro, da denúncia de que a advogada Viviane Barci de Moraes, coincidentemente esposa do ministro Alexandre Moraes, teria assinado um contrato ao módico valor de R$ 129 milhões para dar assistência (manter solto) ao misto de banqueiro, escroque, falsário e artista Daniel Vorcaro, responsável por um rombo bilionário, lesivo ao Fundo Garantidor de Crédito e a milhares de incautos que acreditaram nas suas tramas.
Muitos vão dizer, claro, que o fato de ser esposa de um ministro do STF não poderia impedir a reconhecida jurista Dra. Viviane Barci de exercer a profissão que a inscreveu nas hostes dos grandes nomes luminares do Direito.
Reconhecemos, claro, tal faculdade, mas que Dra. Viviane se dedique ao trabalho, porque em nenhuma das instituições para as quais ela foi contratada para atuar, Banco Central, Cade, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal, há registros de sua presença ou atuação profissional.
Muito discreta a nossa Dra. Viviane, embora seu nome signifique “cheia de vida, viva, vivaz, aquela que vive”, segundo os dicionaristas.
Diante do valor do contrato que Vivi firmou, não temos dúvida de que seja muito vivaz.