A jogada precipitada do PSD mineiro, com o apoio do líder nacional Gilberto Kassab, levando para dentro do partido o vice-governador Mateus Simões, além de reduzir o espectro de acordos políticos dos demais candidatos da legenda à Assembleia, à Câmara e ao Senado, e dividir as reservas de seu fundo eleitoral com uma impensada e dispendiosa candidatura ao governo de Minas, que não levanta voo, expulsou a maior liderança que a agremiação tinha nos seus quadros, o senador Rodrigo Pacheco, que seria um candidato natural e mais palatável ao Palácio Tiradentes.
Mateus tem se valido de um marketing autista, incapaz de lhe agregar algum carisma, e o tempo está passando numa velocidade que só aumenta a angústia de seus ainda apoiadores.
Associado ao rompimento desnecessário com a deputada Lud Falcão e com seu marido, o prefeito e presidente da AMM Luís Eduardo Falcão, apenas como um mau exemplo de uma caminhada que nem começou, a dificuldade de afirmação da candidatura de Mateus tem estimulado outras frentes políticas para com ele disputarem.