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“Parques de papel” ou unidades de conservação

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A iniciativa do governo do Estado em 1998, quando ainda era governador Eduardo Azeredo, cujo objetivo foi a criação das Unidades de Conservação, as UCs, lesou centenas de proprietários de terras em Minas, na medida em que esses nunca conseguiram retomar suas propriedades, nem tampouco receber um centavo de indenização do Estado: zero.

Uma série de matérias feitas na época pela jornalista Queila Ariadne, do jornal O TEMPO, intituladas como “PARQUES DE PAPEL”, denunciou em detalhes essa invasão absurda e indiscriminada e o tamanho da lesão que tais decretos, fáceis de serem editados quando feitos pelo poder público, geraram contra os proprietários de terras, à época.

Ninguém era ou é, em sã consciência, contra a criação das tais Unidades de Conservação; elas são necessárias ao meio ambiente. Mas que isso fosse realizado através de processos regulares de desapropriação, levando em conta os limites de vizinhança, as reservas minerais de que muitos desses proprietários eram e muitos ainda são detentores e outros direitos que têm que ser respeitados.

Nunca se conseguiu fazer o Estado sentar-se numa mesa para se ter uma discussão séria e frontal desses atos com os proprietários.

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