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No mínimo, uma impropriedade de sua excelência

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Lastimável a cena e a sua publicação, que apequenam de maneira lamentável a imagem do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

Uma foto postada nas redes sociais pelo desembargador Roberto Apolinário de Castro, do TJMG, mostra Sua Excelência numa pose, vestido de terno, segurando uma metralhadora Taurus calibre .40, mirando um alvo que não foi identificado, num ambiente que sugere ser o seu gabinete de trabalho.

Sobre uma mesa, no mesmo espaço, aparecem a mesma arma e dois pentes de munição, usados para recarregar a carabina ou metralhadora. O desembargador Roberto Apolinário disse ser atirador desportivo; pelo porte da arma, em se tratando do equipamento que usa nas suas práticas, desconfia-se ser adequada para abater elefantes ou rinocerontes, já erados.

Não se tem notícia de que a cena divulgada tenha provocado qualquer temor de que a eventual presença da metralhadora, no ambiente formal em que o desembargador talvez possa usar para fazer seus despachos, pudesse influenciar partes a aceitarem, constrangidas, suas decisões em processos. Nada a ver.

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