O governador Mateus Simões há alguns dias, amanheceu no Hospital João XXIII, o sagrado Pronto Socorro de BH, um dos maiores centros de medicina de urgência da América Latina. Ouviu pessoas, gravou vídeos, esbravejou, prometeu, respondeu dando de ombros a quem lhe perguntou sobre o que estaria sendo trabalhado para devolver ao pleno funcionamento o Hospital Maria Amélia Lins, o HMAL, considerado um hospital de retaguarda do sistema de saúde em BH. Bravatas mil.
Nessa quarta, 08, contudo, o buraco foi mais em cima; no telhado, precisamente. Com a chuva que desabou em BH, o setor de tomografia e parte do CTI do João XXIII ficaram inundados. O governo certamente vai dizer que são problemas herdados de governos anteriores, quando as chuvas também eram menores.
Tudo conspira contra a saúde em Minas, dirão. Um governador menos “farofeiro” e que quisesse mostrar trabalho, certamente demitiria a direção da FHEMIG e o seu secretário de Estado da Saúde. Não por causa dessa chuva interna na unidade, mas pela desastrosa gestão da saúde pública em Minas. Um desastre, mas para Zema e Mateus, o importante é fazer renúncias fiscais e esconder por que e para quem foram dadas.