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Multiplicação dos pães em solo mineiro (parte II)

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Esse é mais um milagre financeiro operado sob o manto do “Rejeito”. E o cheiro do enxofre e do insumo? A investigação nos leva ao laboratório de análises minerais. O nome no registro? Trata-se de um dos investigados da Operação Rejeito.

Sim, aquele que agora se engraça com um grande empresário da mineração, e, por tabela, repousa no colo do Banco Master. É uma promiscuidade corporativa que faria corar de vergonha os personagens mais devassos da zona portuária. Cadê a Polícia Federal? E o que dizer dos insumos controlados? Ácidos, reagentes, substâncias que exigem o carimbo da PF para circularem.

Se a empresa não tem para quem prestar serviço, já que sua cliente principal está interditada, para que servem esses insumos? Estão vencidos? Estão sendo desviados para alimentar que tipo de máquina? Na rua Ontário está funcionando um monumento à impunidade. É o palco onde o capital de dez mil reais sustenta luxos de milhões.

É onde o Banco Master parece ser o fiador de uma peça teatral onde o público é o povo mineiro, sempre enganado, sempre soterrado por promessas e rejeitos. A conclusão é amarga: se não há receita legítima, o dinheiro é “fantasma”. E fantasma, no Brasil, costuma ter nome de lavagem, sobrenome de corrupção e endereço na Rua Ontário. Sorte que é um endereço próximo e fácil para a PF apurar.

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