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Mateus pode retomar a memória e a coragem (parte II)

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Segundo falaram na época, Zema estava comendo um rolinho primavera num boteco da esquina, lá em Pequim, quando alguém cochichou no seu ouvido que Mateus Simões havia reunido a imprensa para dizer que “eu tenho nojo de sigilo”, prometendo revelar quem, quanto e porque esses privilegiados renunciavam ao pagamento de impostos ao Estado.

“Tenho nojo”, repetiu. Pra quê? Dizem que Zema quase se engasgou com o repolho, e imediatamente mandou ligar e suspender essa bravata de Mateus; deu certo porque lá era 20h e aqui Mateus estava tomando café para ir trabalhar.

Desde então, nunca mais se falou no assunto, lá na Cidade Administrativa; é proibido. “Se tem nojo, vomita”, dizem que alguém falou com o vice. Há uma certa esperança de que agora, ao final desse mês, tendo Mateus sentado na cadeira de governador, ele abra a boca.

Afinal, o caixa está tão quebrado que ele terá que arranjar alguém em quem colocar a culpa de não haver recursos para fazer nada.

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