O vice-governador de Minas, Mateus Simões, teve uma reação para lá de inesperada em razão da resistência que o projeto de militarização das escolas públicas de ensino fundamental recebeu do TJMG, confirmando o óbvio que, estranhamente, ele, advogado de formação, deveria entender.
Mais do que entender, respeitar. O Tribunal de Contas de MG suspendeu a implantação de escolas cívico-militares no Estado porque não havia previsão orçamentária destinada a suportar a criação e a manutenção das mesmas, na peça orçamentária de 2026.
Isso era uma das novas idiotices do atual governo, adequada até ao governador, dado o seu despreparo e postura monárquica.
Todos sabem que Zema passou os últimos três anos à frente do Palácio Tiradentes, comprando o apoio dos deputados de sua base com a farra de emendas parlamentares, nomeação de parentes e amigos de parlamentares para cargos em empresas públicas e zero de projetos de modernização administrativa do Estado.
Zero mesmo. Além disso, Zema gastou, e mal, o dinheiro da Vale sem que tivesse havido, até o momento, uma prestação de contas de onde foi empregada a indenização bilionária que a mineradora já pagou, para compensar a morte violenta de 272 pessoas.