A crise atualmente vivida pelo IPSEMG deixou de ser apenas um problema administrativo para se transformar em um dos maiores focos de desgaste político do governo de Romeu Zema.
O Instituto de Previdência dos Servidores, que deveria garantir assistência de saúde ao já sofrido funcionalismo público estadual, hoje é citado nos bastidores do poder como um péssimo exemplo de gestão, que entre outros desgastes, perdeu o controle da própria narrativa.
E é justamente essa crise que cairá no colo de Mateus Simões, que assume o comando do Estado neste domingo. Para quem tenta construir pontes com os servidores do Executivo e se posicionar politicamente para o futuro, o momento não poderia ser mais delicado.
Nos corredores da Assembleia Legislativa, deputados da própria base governista já não escondem o desconforto na condução do IPSEMG pelo seu atual presidente, o EPPGG André dos Anjos.
Em seguidas avaliações que já não são mais tão reservadas, parlamentares sintetizam a má gestão de dos Anjos: o presidente vendeu uma solução que simplesmente não se concretizou.