O paradoxo do ESG e a ameaça energética.
É irônico que essas infraestruturas, base de empresas que promovem ESG (Environmental, Social, and Governance), agravem crises ambientais.
Enquanto anunciam metas de carbono zero, seu impacto hídrico é negligenciado.
A pesquisa “Thirsty for Data” (Northwestern University, 2023) alerta: sem medidas de mitigação, o consumo de água pela IA aumentará 30% em cinco anos.
A demanda energética é igualmente preocupante: o data center previsto para Caucaia (CE) consumirá, em um dia, a mesma energia que 2,2 milhões de brasileiros em suas residências.
Isso explica o interesse de Big Techs no excedente energético de Itaipu: pressionam o governo paraguaio para comprar sua parte não consumida, historicamente vendida ao Brasil – o que ameaça nossa segurança energética.
Minas Gerais: privatização e crise hídrica em xeque
O projeto em Uberlândia acende um alerta vermelho em Minas Gerais, Estado que:
- Enfrenta crise hídrica histórica (com impactos no abastecimento, agronegócio e geração de energia);
- Tem como prioridade do governo estadual a privatização da COPASA (gestão hídrica) e da CEMIG (energia).
O texto acima foi escrito por Palowa Mendes, especialista em Políticas Públicas