No dia 13 de agosto de 2024, esta coluna questionou a direção da FUNED, a Secretaria de Estado da Saúde e o governo do Estado sobre o estoque que havia nas geladeiras da mencionada Fundação, de cerca de 25 mil ampolas de soro antiofídico, próprio para ser administrado em pessoas vítimas de picadas de cobras.
Quando da denúncia feita, como indicado, em agosto de 2024, essa partida de soro já estava produzida e armazenada há um ano e meio e o prazo máximo de validade do medicamento é de 3 anos.
Que destino foi dado a essas 25 mil doses de soro?
Na época, que medida foi tomada para que esse estoque não fosse perdido? Por que toda essa quantidade foi produzida e ficou armazenada tanto tempo? Quem auditou esse estoque e que relatório produziu?
O MPMG e o TCE-MG tomaram alguma medida para proteger o interesse público e a saúde da sociedade?
Naquele mesmo momento, como foi também informado, várias unidades de saúde, e até mesmo hospitais, públicos e privados, do interior de Minas, não dispunham do soro para aplicação em pacientes, com a urgência que tal ocorrência requer.
Por que faltava tal medicamento “na ponta”, como se refere aos hospitais e unidades de saúde?
O que apuraram? Ou arquivaram tudo? O que sabe disso tudo o MPMG?