O fechamento dessas unidades representa muito mais que uma troca de infraestrutura. Significa a extinção de:
– Centros de Especialização Única: Expertise em áreas não atendidas pela rede privada (doenças raras, infectologia negligenciada).
– Polos de Inovação Médica: Desenvolvimento de protocolos pioneiros e pesquisa clínica de ponta.
– Formação de Profissionais de Excelência: Programas de residência que abastecem o SUS.
– Serviços Não-Lucrativos Essenciais: Atendimentos humanizados e
de longo prazo, inviáveis economicamente para o setor privado.
E por que o Novo Hospital não Substitui as Unidades Ameaçadas?
A capacidade do “Hope” (Hospital Padre Eustáquio) não compensa a perda qualitativa por três razões:
1. Generalização vs. Especialização: Um hospital geral não replica expertise em áreas críticas como oncologia, neonatologia de alto risco ou doenças raras.
2. Funções Excluídas do Modelo PPP: Pesquisa, formação profissional e atendimentos de complexidade elevada não são prioridade na gestão privada.
3. Inviabilidade Econômica: Serviços de baixa rentabilidade (como tratamento de doenças negligenciadas) permanecerão sob responsabilidade pública – mas sem as instituições que os dominam.