Uma outra referência importante é que, se foram poupados R$ 200 milhões, a Câmara gastou R$ 292 milhões, que divididos por 41 vereadores, equivale a R$ 7,122 milhões por vereador.
Soltos e apenas falados, esses números falam pouco. Belo Horizonte, pelo que dizem as autoridades, tem 16 mil pessoas como moradores de rua.
Se com cada uma dessas pessoas a Prefeitura Municipal gastasse R$ 1500 por mês (R$ 50 por dia com abrigo alimentação, programa de cadastramento e classificação dessas pessoas/treinamento/educação/assistência e promoção social), o município gastaria, POR ANO, os mesmos R$ 292 milhões.
Quanta coincidência!!!
Isso, claro, se não ocorrer nenhum desvio de propósitos ou corrupção, como sói acontecer em muitos espaços da administração pública.
E assim, com um bom programa, a Prefeitura de BH poderia fazer convênios com universidades, ocupar imóveis que são invadidos por miseráveis, muitas vezes explorados pela prostituição e pelo tráfico de drogas, que multiplicam os problemas sociais.
Daria muito trabalho? Claro. Mas seria a solução de um enorme problema que só se agrava em BH e um exemplo para o mundo.
E um bom motivo para os vereadores tirarem fotos, sorridentes, para suas campanhas, mas realizando.
Prefeito Álvaro Damião: pense nisso; bata na mesa e ponha os recursos públicos para produzirem bons resultados.
Passe a faca no orçamento destinado à Câmara e a outros destinos de igual importância, mas de discutível prioridade.
A isso se chama GESTÃO PÚBLICA que, sendo inteligente, a cidade aplaude.