E o pior: não se veem medidas sendo tomadas por parte da SEJUSP, da Direção do sistema penitenciário, nem uma ação das corregedorias.
Uma agressão física violenta a um preso que estava sendo conduzido, já desacordado, em um carrinho de transportar refeições dos presos (?), na unidade prisional de Patrocínio, deverá motivar uma investigação por parte, especialmente, do Ministério Público da comarca.
O detento estava sendo levado do pavilhão em que se achava recolhido até o módulo de saúde que funciona dentro da penitenciária.
No local, com a assistência do diretor geral da unidade, o coordenador penal em serviço desferiu no preso um murro, agravando ainda mais o seu estado de saúde.
As agressões, que não pararam por aí, têm as imagens gravadas no sistema de câmeras da penitenciária e, ainda, no sistema que concentra todas essas imagens em BH.
Se nada for feito é porque não querem. E aí, o que restará? Uma ação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa?
Uma investigação do Ministério Público?
Talvez só em El Salvador, secretário Rogério Greco, e em Israel, isso poderia acontecer. Provas, há, para se tomar medidas disciplinares.
Sem elas, o que ficará se chama cumplicidade.