Nos dias atuais, investigações que geram resultados, felizmente, são aquelas que passam na peneira da Polícia Federal. Mas, com toda esperança que pudéssemos ter da chegada da turma da PF, aquela que acorda às 5 da manhã, a tais operações, infelizmente não está na sua alçada a investigação de assuntos como a privatização de uma empresa estatal mineira.
O MPMG e o TCE-MG, como se sabe, “têm que ser provocados” para atuarem, nas competências que detêm. Resta uma ação da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, que talvez pudesse suspender esse processo de privatização, enquanto não fosse investigado tudo que se mostrasse necessário para que a privatização de uma empresa estatal mineira, lucrativa, responsável por serviços de largo interesse social, se desse sem riscos para os seus acionistas e ao patrimônio público do Estado de Minas Gerais.
Que falta faz uma Assembleia Legislativa mais comprometida com os interesses dos cidadãos mineiros. Lamentável, e ficamos por aqui, para não baixarmos o nível de desqualificação do nosso parlamento.