O Ministério de Minas e Energia (MME) cobrou, nesta terça-feira (8), uma ação rigorosa de fiscalização contra o aumento indevido no preço da gasolina em Minas Gerais e no Distrito Federal. O aumento se deu após a Petrobras anunciar uma redução de R$ 0,17 por litro, mas esse benefício não foi repassado aos consumidores. Em vez disso, os preços nos postos subiram, gerando uma grande preocupação nas autoridades.
De acordo com o MME, o aumento sem justificativa nos preços da gasolina é considerado prejudicial ao povo brasileiro. O ministro Alexandre Silveira destacou a importância de garantir um mercado de combustíveis mais justo e transparente, e pediu para que órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons de Minas Gerais e do Distrito Federal investiguem os postos e tomem as providências necessárias.
A investigação revelou que os postos não repassaram a redução prevista pela Petrobras ao consumidor final. Em vez disso, o preço médio da gasolina aumentou de R$ 5,97, registrado no início de junho, para R$ 6,36, no final do mês. Isso representa uma variação de 6,46%, o que é um impacto significativo no bolso do consumidor.
A pesquisa realizada pelo site MercadoMineiro em parceria com o comOferta.com mostrou que o preço do litro da gasolina subiu em mais de 160 postos em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
A situação expõe não apenas a falta de repasse de benefícios para a população, mas também a necessidade de um maior controle sobre os preços praticados pelos postos. A expectativa é que as investigações levem a respostas mais claras sobre as causas desse aumento sem justificativa e que as autoridades tomem as devidas providências para garantir a justiça nos preços dos combustíveis.
O governo federal segue vigilante e reafirma seu compromisso de garantir um mercado de combustíveis mais equilibrado, transparente e acessível aos consumidores de Minas Gerais e de todo o Brasil.