“Um caso de polícia”, foi a expressão mais branda na fala do deputado estadual Leleco do PT, sobre o que foi relatado na vistoria realizada pela Comissão de Cultura da ALMG no que foi o Palácio das Mangabeiras, uma construção que faz parte da história de Minas, por ter sido residência oficial de 17 governadores, entre os quais Juscelino Kubitscheck, Milton Campos, Israel Pinheiro, Tancredo Neves, entre vários outros.
Logo que tomou posse como governador do Estado, Romeu Zema, sob o discurso de que o Palácio excedia às suas necessidades como governador, entregou o prédio aos promotores da Casa Cor, que o utilizou para realização de diversos eventos de decoração e outros festejos.
Que Zema não o ocupasse, ninguém teria nada contra, nem mesmo a melhor memória do Palácio, mas impor a esse prédio histórico e ao seu acervo o desprezo com que o trataram, é uma atitude irresponsável, imoral e nojenta.
Ao próximo governo do Estado deveria ser cobrado, como primeiro ato, a designação de uma equipe da Polícia para investigar o paradeiro do acervo do Palácio e responsabilizar criminalmente todos que contribuíram para o sumiço ou deterioração de seu mobiliário, obras de arte ali expostas, louças e várias outras peças importantes.