À audiência pública realizada na ALMG à qual compareceu o atual secretário de Estado da Casa Civil de MG, Marcel Beghini, serviu para acentuar todas as suspeitas possíveis sobre a famigerada compra realizada, mediante a utilização de ata de preços, de livros que deveriam, em uma pífia avaliação, ser destinados aos alunos do ensino fundamental nas escolas públicas do Estado de Minas Gerais.
O valor dessa “suspeita trapaça”, na avaliação de uma parlamentar, de R$ 348 milhões, já foi abatido em R$ 170 milhões, a metade do valor da compra, um pagamento que “despertou a suspeita de fraude” e que motivou a demissão do secretário Rossieli Soares.
Dinheiro muito fácil, segundo a avaliação feita pela deputada Beatriz Cerqueira, que prometeu não se silenciar enquanto não for apurado o verdadeiro histórico dessa desastrada transação, que arrombou o orçamento da Educação em Minas Gerais.
Na fala da deputada, não podemos nos contentar apenas com a demissão de Rossieli Soares. E ela tem razão. Afinal, R$ 170 milhões e outros valores milionários foram surrupiados dos cofres do Estado. “Isso não pode terminar em pizza, afirmou uma liderança do Sind-UTE, que preferiu não se identificar.