Interpelado pelo deputado Leleco, do PT, durante a sessão de “Prestação de Contas” que aconteceu nessa quarta-feira, 17, na Comissão de Cultura da ALMG, o secretário de Estado Leônidas Oliveira falou sobre a destinação, dentro do que sabia ou se lembrava, do acervo que integrava o patrimônio do Palácio das Mangabeiras, que foi residência de governadores do Estado desde Juscelino Kubitscheck.
Obras de grandes artistas, painéis, todos de renome, alguns desses reconhecidos até internacionalmente, o mobiliário do Palácio Mangabeiras, faqueiros, louças, aparelhos de jantar, tudo isso, segundo declarações de Leônidas Oliveira, “foi localizado anteriormente em um espaço da Polícia Militar”.
Leônidas falou que 44 peças (os registros falam em 63 peças), aí presentes obras de Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, foram incorporados ao acervo do Museu Mineiro, estando algumas delas passando por processos de restauração.
A maneira como foi tratada a desarticulação do Palácio das Mangabeiras e do Palácio da Liberdade, esse ultimamente transformado em local de festejos da dimensão cultural do ex-governador, deverá ser revista pelo próximo governo de Minas, se possível responsabilizando os autores desse desmonte, civil e criminalmente, se assim justificar, através de competente processo legal.
Afinal, o que está em questão são referências culturais e históricas de Minas Gerais. Neste afã de entregar o patrimônio de Minas, não seria surpresa se o governo de Minas, da forma como está sendo entregue a COPASA, também não vendesse essas obras em leilão na B3.