A desistência por parte do senador Rodrigo Pacheco de concorrer ao governo de Minas nas próximas eleições, acende uma grande decepção nos que ainda se consideravam seus eleitores, interessados em ver o Estado resgatado da “vil e apagada tristeza na qual Minas foi mergulhada”, na dimensão cunhada na frase retirada da oratória do ex-governador Tancredo Neves, num de seus memoráveis discursos sobre o Estado que encontrara, quando de sua posse no Palácio da Liberdade.
É inegável que Rodrigo Pacheco alimentara, com a autoridade que sua determinação e coragem em enfrentar, presidindo, alinhando ideias, tendências e possibilidades políticas, os desvarios de um governo moldado no autoritarismo, na mentira, na inconsequência e no improviso da era Bolsonaro, fosse o nome próprio para assumir o momento de Minas Gerais.
Vão dizer que nunca administrou um Estado? Essa é uma realidade que se supre com uma boa equipe de gestores, com os olhos e os ouvidos postos nos apelos da sociedade e a participação de um bom vice para compor sua chapa e seu governo.
Minas clama por um governo inteligente, que tenha estatura, tenha autoridade e importância para devolvê-la ao espaço que o Brasil sempre se tranquilizou de que ela lá estivesse. Nunca fomos tão ridicularizados, de tão medíocres e mesquinhos que foram as posições de um governo burro e errante como os dos últimos mandatos que assistimos na gestão dos interesses do Estado.
A desistência em concorrer ao Governo, por Rodrigo Pacheco, pelo que ele poderia agregar e despertar, tenhamos certeza, vai consolidar em Minas, uma realidade de estupidez que os mineiros não merecem reviver, submetida ao perigo de confessos arrivistas da vida pública.
Que quadro lastimável, desnecessário; poderia ter sido evitada essa fatura que talvez tenhamos que pagar por mais quatro anos. Essa é culpa do Lula.