A cada dia fica mais demonstrada a incapacidade de gestão que o atual governador de Minas, juntamente com quase todo o seu secretariado e outros importantes nomes do governo, vêm demonstrando. O único projeto de Mateus Simões, herdado de Zema, é vender a COPASA.
Um governo que já provou sua inconsequência no trato das finanças públicas, que mergulhou Minas Gerais num profundo abismo financeiro, duplicando a dívida do Estado, quer obstinadamente aumentar o rombo do caixa. Se tudo ajudar, especialmente com a colaboração dos prefeitos das cidades que mais engrossam o faturamento da estatal, essa venda poderá não se dar.
É inaceitável vender uma empresa que tem a função social da COPASA, mas o que assistimos é o risco dela ser sucateada, esfacelada, para que essa venda seja a sua única alternativa. Diante disso, é igualmente inaceitável que prefeitos de cidades cuja população depende, sem alternativas, dos serviços de uma empresa que poderá ir parar nas mãos de hábeis investidores, mas hábeis ainda para cuidarem de bancos, de juros, de espoliar credores.
Vender água é vender um bem social, é condicionar às pessoas o acesso a condições que envolvem sua saúde. Não é negócio para fazer parte do programa de lucro desses investidores. Há muito por trás dessa operação, que um dia saberemos, porque nada fica totalmente escondido para sempre.