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Transparência seletiva

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O governador Mateus Simões vem sucedendo completamente o ex Romeu Zema, no seu hábito de ser um gestor transparente, mas em modelo bem seletivo, quando se fala em atos administrativos.

Até aí, nada de novidade, não fosse o confessado nojo do sigilo sempre repetido por Mateus, que confronta diretamente com a não revelação dos beneficiários das bilionárias renúncias fiscais, que já somam a cifra de R$ 125 bilhões, em sete anos de governo Zema.

A contrapartida dessas benesses concedidas a empresas, que muitos arriscam em nomeá-las como especiais gentilezas, é a necessidade do governo em reduzir a prestação de serviços públicos, que somente os mais favorecidos não demandam.

São a segurança pública, confiável e sempre presente, a educação de qualidade, prestada através de professores remunerados dignamente, em instalações decentes de nossas escolas e a saúde oferecida aos que não têm recursos para pagar a eventual assistência que recebem.

Claro que para ocorrer a oferta desses serviços, sem que o governo a ofereça como uma esmola ou favor dos governantes, tem que haver recursos no orçamento público. Orçamento pú-bli-co, reiteramos, aberto e transparente.

Um dia ainda vamos saber o que tanto se esconde. O próximo governador vai revelar e tomar as medidas cabíveis, se se constatar rolos ou vantagens indevidas, com o dinheiro público.

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