O atual governador Mateus Simões aprendeu com eficiência a lição “transferência de responsabilidades” que lhe ensinou Romeu Zema. Nota 10. Para Zema, todos os problemas de Minas Gerais sempre advinham de governos anteriores; dele mesmo, nada.
Nessa segunda, 23, no Hospital João XXIII, onde Mateus fez uma “visita mertiolate”, somente para perturbar o funcionamento daquela unidade de atendimento médico de urgência, quando interpelado por uma senhora sobre o retorno das cirurgias ao Hospital Maria Amélia Lins, Mateus respondeu: “no momento que o TCE-MG tirou da minha mão a decisão, eles é que vão administrar o problema; então vocês podem ir conversar com o conselheiro”.
Esse é o nível do gestor público que Minas Gerais tem desde o último domingo, para governar e produzir soluções. “Ainda bem que dezembro está próximo”, reagiram os que ouviram a infeliz resposta de quem assim trata demandas geradas pela necessidade de oferecer assistência de saúde a pessoas que não podem pagar com os próprios meios, por cirurgias de que necessitam.
Foi a prática de Zema para se esquivar de responsabilidades; Mateus aprendeu bem; reações desse estilo serão muito bem lembradas em outubro próximo.