Nesse turbilhão de problemas que decorreram das chuvas em Juiz de Fora e em Ubá, com quase 70 mortes e ainda pessoas desaparecidas, o governador Zema e o vice Mateus Simões se desentenderam, primeiro, nas declarações sobre o uso de verbas do orçamento.
Zema disse que havia recursos e Mateus, que eles (os recursos) foram capados pelo governo. Ambos aventaram colocar nas ruas detentos das penitenciárias locais, para a realização dos trabalhos.
A ideia não prosperou, da mesma forma que o trem que está estampado na fachada do Palácio Tiradentes, porque faltou avaliar o tamanho e complexidade dessa logística, no caso dos detentos; do trem, nem se fala.
Mateus, nos seus costumeiros equívocos quando faz declarações públicas, afirmou que o governo teria determinado o envio de 500 agentes para os realizar salvamento e buscas nas duas cidades.
A deputada Bella Gonçalves, que lá esteve, afirmou, categoricamente, e disse saber o que está falando, que havia apenas 58 agentes trabalhando nas diversas frentes do acidente, incluindo bombeiros militares, o que, todos sabemos, é insuficiente para atender minimamente o que a demanda requeria naquele momento.
Bella classificou a fala como mentirosa e um descaso para com a população de Minas, diante de tão grave situação.
Ela já oficiou à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, pedindo explicações, números, despesas, quem borboletou no helicóptero da DC, gravando vídeos para campanha, etcetera.