O vice-governador Mateus Simões ocupou suas redes sociais para anunciar, em primeiríssima mão, que o traficante Tchelo, um criminoso do aglomerado da Serra, foi preso na cidade de Prados, na Bahia e recambiado para BH, a bordo do jatinho do governo.
Uma cena master; as fãs de Tchelo devem ter lotado a Pampulha para vê-lo desembarcar. Mas é justíssima a prisão, e está de parabéns a Polícia Civil de MG pela competente ação de seus homens e ao governo, que cedeu aquele jatinho a bordo do qual Zema gastou R$ 1,5 milhão de combustível em 2025, mas desta vez para uma coisa útil: buscar o tal Tchelo na Bahia.
Essas ações, geralmente, são empreendidas pela PC na cara e na coragem, e os resultados sempre são os melhores.
O duro é sentir que uma prisão comum como essa, que a Polícia Civil faz todos os dias entrando dia e noite em vilas e favelas, poderia se dar sempre, centenas de outras vezes mais, agora passou a ser uma super obra do governo, e um super êxito talvez por estarmos na porta das eleições.
O vice-governador Mateus Simões, que protagonizou o vídeo, afirmou que em Minas bandido pode até fugir, mas a Polícia Civil vai sempre atrás.
Não é novidade, mas já imaginaram se a Polícia Civil e a PMMG tivessem gasolina para as suas viaturas e os policiais fossem estimulados, com seus vencimentos recompostos em valores decentes, sem estarem corroídos há mais de cinco anos pela inflação? Já pensaram?
Teríamos segurança pública de verdade e não filmetes de campanha, como esse que está nas redes sociais.