“O que o mercado chama de estratégia agressiva, a Polícia Federal está tratando como possível fraude estrutural para sustentar um império de papel”, afirma um consultor financeiro que acompanha os desdobramentos em Minas.
A lista de acionistas da Oncoclínicas lê-se como um “quem é quem” das finanças globais: Goldman Sachs, Centaurus Capital, Mak Capital e o próprio Banco Master, além do CEO Bruno Ferrari.
No entanto, o controle acionário tornou-se um campo de batalha. Aumentos de capital sucessivos e movimentações de participação suspeitas colocaram investidores minoritários em alerta.
De acordo com o jornal Valor Econômico, a cotação dia a dia da Oncoclínicas tornou-se um termômetro da tensão jurídica.
Enquanto as ações disparavam, a sombra da Operação Rejeito se aproximou; como nada fica escondido para sempre, em breve vamos ver de que forma que tamanha valorização ocorreu e se ela reflete o potencial da empresa ou a habilidade dos investigados em manipular o tabuleiro financeiro.
Essas manobras jogam por terra a confiabilidade que não pode faltar ao mercado de bolsas no Brasil.